domingo, 14 de agosto de 2011

quod erat demonstrandum XXXI (...) XLIV

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e se repete, e se repete, e se repete...

rt resenhas no diário de cuiabá











Filme:

Texto:










O Diário de Cuiabá está me dando o golpe?
Por supuesto.
E meu grito de dependência é: comparar e criticar!

rt dilbert


sexta-feira, 29 de julho de 2011

ex animo dicere CXXXII

"Chamo-me Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e vivo com a minha irmã Constance. É frequente pensar que se tivesse tido um pouco de sorte poderia ter nascido lobisomem, porque o anular e o dedo médio das minhas mãos têm o mesmo comprimento, mas tive de me contentar com aquilo que tenho. Não gosto de me lavar, nem de cães ou barulho. Gosto da minha irmã Constance, de Ricardo Coração de Leão e do Amanita phalloides, o cogumelo da morte. Todas as outras pessoas da minha família estão mortas."
Foi o que me interessou sobre Shirley Jackson em "Sempre vivemos no castelo" no http://ocafedosloucos.blogspot.com

Alors, ctrl+c & ctrl+v!



rt vôte 11699!

http://agoraquando.blogspot.com/2011/07/vote-11699.html

a serenidade do embrutecimento

Ritualisticamente eu me banhava cronometrando a perda de tempo. A voz atravessou a porta – e recomeçando sua trajetória como onda, quebrou-se próxima ao bidê. Quase pude vê-la ali, nua, perturbação oscilante, glúteos saudáveis que reanimam.
– Foche, tem um cara vendendo peixe aqui. Você o conhece? Quer comprar?
Com a firmeza de um resmungar, declinei. Em complemento à resposta, também para lhe demonstrar o status quo daquela terra, acrescentei mais aos meios lineares.
– Fala pr’ele i lá no titio qu’ele sempre compra um pixinho.
Falo Cuiabanês com naturalidade. Evito assim que o mesmo seja respeitado exclusivamente quando analisado de fora como genuíno objeto de anedota distorcida. Tais coisas eu faço porque preciso. Por exemplo: vou ao bar, mas volto sóbrio. Aviso-a: “Meu amô, a pharmácia tá fechado.” Ou ainda, vejamos outro modelo de conduta: antes de dormir, lhe sussurro: “Bebe logo esse caldo de djaú no mamadeira, cancro sifilítico guspido dum cu!” Tais coisas falo para encher o próximo de pavor, porque amo. Falo Cuiabanês, Economês, Juridiquês e Bichês contra o academicismo. Se o formalismo ainda vai triunfar? Não sei. Fracasso é direcionar potente jato de urina para a sujeira na porcelana e não purificá-la. Ficou claro? Claro como a lua refletida numa poça de vinho? Sim, afinal, longe de mim! Não permito que se iludam ao meu respeito, não; apenas comigo.
Ao sair do box purificado feito recém-criado signo do zodíaco me toquei que o tempo só passava e para meu espanto o sujeito não funcionava como a água do chuveiro. Bem sabemos que esta possui três inequívocos estados: agravante (não alcoólico), atenuante (alcoólico) e transparente (meramente ilustrativo). In abstracto, a freqüência é a mesma para qualquer tema.
– Será que vamos nos atrasar? – questionei-a, previamente conhecendo o mau funcionamento do ato.
– Quanto mais tarde saímos, mais cedo chegamos – respondeu, imitando a brandura de uma atriz pornô.
Por conta disso, informei-a de que essa “Discussão de Relação” no vácuo estava sendo gravada.
– A serenidade do embrutecimento me move, Daquilo – retrucou, e, numa tentativa homonímica, rotulou-me para que não percebesse que me trancava no banheiro.
Honestamente, tínhamos tanta coisa errada em comum que as certas optaram por entrar em concordata. Noutra perspectiva, percebi que tinha tanta formiga amontoada ali que às vezes não enxergávamos as balinhas jogadas no chão. Somente os seus pés. Mas se você segui-los, eles ensinarão à saudade o pirotécnico caminho do campo minado.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ad infernum dormimus lactis I


Quem nunca se perguntou: por que não analisam o leite no cinema? Bem, eu nunca. Quando o fiz, O Googletífice pouco me ajudou. Café e bebida alcoólica já são triviais no ramo/galho cinematográfico; e no mais, cenas de dança, beijo, despedida, neve e ação estão lá, aos borbotões (aproveitando o sentido pornográfico do substantivo, excluo daqui a presença do leite na pornografia). Pensando no preenchimento da lacuna, no bem dos mamíferos que mamam de tudo até depois de desmamados, na brancura dos lençóis, nas mamadeiras mordidas, na intolerância à lactose, na semântica pura do branquinho segregado pelas glândulas, na Via Láctea, nos produtos Nestlé, no leite em pó, no elemento de número atômico três Li, no açúcar, na coalhada, nas mamães etc., cá estou criando uma nova sessão aqui no AAAE.

Abdel Kechiche - 2007 - La Graine et Le Mulet


Alfred Hitchcock - 1960 - Psicose (Psycho)


Andrei Tarkovsky - 1975 - The Mirror (Zerkalo)


Andrei Tarkovsky - 1979 - Stalker

Andrei Tarkovsky - 1983 - Nostalghia

Torun Lian - 2004 - The Color of Milk



Por certo que alguns filmes apenas mencionam o branquinho de alguma forma que não merecem destaque. Resolvi citá-los também. Para esse post, o dueto é este - sendo que o último é o maior TERROR dos resultados de busca para o termo em questão:


Claudia Llosa - 2009 - The Milk of Sorrow (La Teta Asustada)


Gus Van Sant - 2008 - Milk


Allora, freddo o caldo?